Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Uma das maiores procuras no consultório do Neurologista Infantil acontece devido ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).


O que é o TEA?
O Transtorno do Espectro Austista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento.
De acordo com o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), 1 em cada 54 crianças apresenta TEA, sendo 4 vezes mais comum em meninos.
É comum que a criança com TEA apresente alguma regressão do desenvolvimento para a faixa etária, por exemplo, a regressão da fala. Os sinais e sintomas costumam ser notados por volta de 1 a 2 anos de idade, ou em fases mais precoces.
São sintomas que devem levantar a suspeita de TEA: dificuldade de comunicação e interação social; comportamentos repetitivos e/ou disruptivos, estereotipias, padrões sensoriais incomuns, interesses restritos, apego a rotinas, entre outros.
O TEA abrange um espectro, sendo cada indivíduo único em suas dificuldades e potencialidades. A possibilidade de uma vida adulta autônoma varia de acordo os sintomas, a realização de um acompanhamento individualizado e terapias adequadas.
Por isso, em caso de suspeita, é muito importante procurar um médico especialista!

O que é TDAH?
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que tem causas multifatoriais, genéticas e ambientais.
Costuma ser notado na infância e tende a persistir na vida adulta, podendo variar em gravidade e forma de apresentação em cada momento da vida.
Há uma desregulação de neurotransmissores (especialmente dopamina e noradrenalina) em regiões do cérebro, responsáveis pela atenção, memória operacional e capacidade inibitória.
Os sintomas-chaves que compõem o transtorno são a desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade. São queixas frequentes, a intolerância a frustrações, agitação, irritabilidade, teimosia, labilidade emocional, queixas de memória e desorganização.
Faz parte do critério diagnóstico que esses sintomas existam em mais de um ambiente, sejam persistentes e atrapalhem consideravelmente as atividades sociais, pessoais, familiares, acadêmicas.
É comum que pensemos no paciente como "vive no mundo da lua" ou "ligado a mil por hora".
O TDAH tem tratamento que pode trazer significativa melhora na qualidade de vida. Para o diagnóstico é fundamental a avaliação de um médico especializado!
